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ZCAS de fevereiro: Chuva persistente em grande parte do país com alerta de transtornos no Sudeste e Centro-Oeste

Publicada por Thalyta Araújo em 31/01/2026
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O mês de fevereiro de 2026 começa com um alerta meteorológico importante: a formação de um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Este sistema é um dos principais responsáveis pelas chuvas persistentes e volumosas no Brasil durante o verão.

a imagem mostra o avanço de chuva em uma determinada área do Brasil
ZCAS de fevereiro: Chuva persistente em grande parte do país com alerta de transtornos no Sudeste e Centro-Oeste

A partir deste domingo (1º de fevereiro), organiza-se um novo corredor de umidade que atravessa o país, conectando a região Norte ao Sudeste e passando pelo Centro-Oeste. Esse padrão favorece a criação de extensas áreas de instabilidade, aumentando significativamente o risco de temporais frequentes e transtornos como alagamentos e deslizamentos.

O que explica esse fenômeno?

A manutenção dessa estrutura chuvosa ocorre devido a uma combinação de fatores em diferentes níveis da atmosfera:

  • Nas camadas altas: A atuação da Alta da Bolívia em conjunto com um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) próximo à costa do Nordeste ajuda a sustentar as áreas de instabilidade sobre o continente.

  • Nas camadas médias: A passagem de um cavado meteorológico (uma área de baixa pressão alongada) reforça a organização das nuvens.

  • Nas camadas baixas: O fluxo contínuo de ventos transporta o vapor d’água da Amazônia, garantindo o "combustível" (umidade) necessário para a chuva.

Áreas mais afetadas

Diferente de episódios anteriores, este evento deve ter seu eixo posicionado um pouco mais ao sul. Isso coloca em alerta estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além das áreas que já costumam sofrer os efeitos da ZCAS, como Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia e Amazonas.

O cenário exige atenção redobrada, especialmente em regiões que já possuem solo encharcado devido às chuvas de janeiro.

Novo episódio de ZCAS: Eixo mais ao Sul e alívio para reservatórios

A combinação de fatores atmosféricos logo no início de fevereiro cria o cenário perfeito para a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Este evento, embora tenha uma duração prevista mais curta, organizando-se no domingo (1º) e perdendo força na quarta-feira (4), trará mudanças significativas no padrão de chuvas.

Mudança no eixo e áreas afetadas

Diferente dos últimos episódios, o eixo de umidade estará posicionado mais ao sul, o que desloca o foco dos temporais.

  • Impacto Intensificado: São Paulo, Rio de Janeiro e parte do Mato Grosso do Sul sentirão os efeitos de forma mais direta.

  • Faixa de Atuação Contínua: O sistema também abrangerá Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Acre, Rondônia e Amazonas.

O que esperar do tempo?

Durante a atuação da ZCAS, o céu permanecerá majoritariamente fechado, com raras aberturas de sol. A principal característica será a chuva recorrente: pancadas frequentes e períodos de precipitação persistente, que podem ocorrer com forte intensidade a qualquer hora do dia.

Benefício para o setor hídrico

Um dos pontos positivos desta configuração é o volume de chuva esperado para o Sul de Minas Gerais. Essa água é estratégica, pois pode proporcionar um "respiro" necessário aos reservatórios de São Paulo, que enfrentam níveis críticos de armazenamento.

Embora esse curto período de instabilidade não solucione definitivamente a crise hídrica, ele representa um alívio pontual e bem-vindo para a gestão dos recursos naturais da região.

Alerta de segurança: Riscos de chuvas intensas e orientações

Mesmo com uma duração estimada mais curta, a persistência da chuva sobre solos já encharcados eleva significativamente o perigo. O cenário exige atenção para alagamentos, enxurradas, transbordamento de rios e, principalmente, deslizamentos de terra em áreas de encosta.

Guia de proteção contra temporais

A recomendação é que tenham cautela diante da possibilidade de chuva forte, ventanias, raios e granizo. Siga estas diretrizes de segurança:

Medidas preventivas (antes da chuva)

  • Monitore: Acompanhe alertas oficiais e previsões atualizadas.

  • Fixe Objetos: Recolha ou prenda itens soltos em quintais e sacadas (telhas, vasos, antenas).

  • Zonas de Risco: Se você mora em áreas de encosta ou próximas a rios, conheça as rotas de fuga e os pontos de apoio do seu bairro.

Durante a Tempestade

  • Proteja-se: Evite sair de casa até que as condições melhorem.

  • Distanciamento: Não se abrigue sob árvores, postes ou estruturas metálicas.

  • Eletrônicos: Desconecte aparelhos das tomadas para evitar danos por raios.

  • No Trânsito: Reduza a velocidade e jamais tente atravessar ruas alagadas, pois a força da água é enganosa.

  • Cursos d"água: Afaste-se de bueiros e margens de córregos.

Quando agir imediatamente

Ao notar sinais de perigo como rachaduras no solo, postes ou árvores inclinados, ou a subida rápida de rios e córregos, abandone a área e procure um local seguro.

Em caso de emergência, acione:

  • Defesa Civil: 199

  • Corpo de Bombeiros: 193

Lembre-se: A informação é sua melhor ferramenta de defesa. O monitoramento contínuo das condições do tempo permite decisões rápidas que preservam a vida. 

Com informações da Climatempo. 


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