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O Sul do Brasil permanece sob alerta máximo meteorológico nesta semana. Após um fim de semana de volumes pluviométricos severos, a combinação de uma frente fria oceânica e o transporte intenso de umidade da Amazônia mantém a atmosfera altamente instável. A previsão indica continuidade de chuvas fortes, com potencial para novos transtornos em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A instabilidade atmosférica é sustentada por três fatores principais que atuam em conjunto:
Frente Fria Oceânica: O sistema estacionado sobre o mar retém a umidade na região.
Jato de Baixos Níveis (JBN): O corredor de ventos em baixos níveis da atmosfera transporta calor e umidade da região amazônica diretamente para o Sul.
Áreas de Baixa Pressão: A formação de sucessivos sistemas de baixa pressão entre o Paraguai, norte da Argentina e o litoral reforçam a formação de nuvens carregadas.
A expectativa dos modelos meteorológicos aponta para a evolução de um ciclone extratropical próximo à costa entre quarta e quinta-feira, o que deve manter o tempo severo e provocar a queda nas temperaturas no final da semana.
Entre a última sexta-feira (26) e esta segunda-feira (29), diversas localidades já ultrapassaram a marca de 150 mm, deixando o solo encharcado e os rios com níveis elevados. No Rio Grande do Sul, cidades como Horizontina (189 mm) e Porto Mauá (186 mm) registraram os maiores volumes. Em Santa Catarina e no Paraná, municípios como Cruzeiro do Iguaçu (129 mm) e Faxinal dos Guedes (113 mm) também enfrentam alertas críticos.
Terça-feira: O maior risco concentra-se em Santa Catarina, centro-sul do Paraná e norte gaúcho. Pancadas fortes com risco de temporais isolados.
Quarta-feira: A formação de uma nova área de baixa pressão intensifica a chuva na metade norte gaúcha, catarinense e sul paranaense.
Quinta-feira: Embora a intensidade da chuva comece a diminuir gradualmente em algumas áreas, a passagem de uma massa de ar polar derruba as temperaturas, trazendo o frio de volta ao Rio Grande do Sul.
Com o solo saturado, aumenta consideravelmente o perigo de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios. Defesas Civis estaduais reforçam que a população deve manter-se atenta aos avisos locais e evitar áreas de risco conhecidas. A recomendação técnica é buscar locais seguros durante temporais com raios e ventos fortes, evitando o deslocamento em vias com acúmulo de água.
Com informações da Climatempo.
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