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Rio Grande do Sul em alerta: Estado enfrenta período prolongado de tempo severo

Publicada por Thalyta Araújo em 13/07/2026
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A partir desta quinta-feira (16/07), o Rio Grande do Sul entra em uma fase de alta instabilidade atmosférica que deve se estender por vários dias. Modelos meteorológicos indicam a formação de um sistema de bloqueio atmosférico sobre o Sudeste do Brasil, que impedirá o avanço de frentes frias, concentrando calor e umidade sobre o solo gaúcho. O cenário é de risco elevado para temporais, chuvas volumosas, rajadas de vento intensas, granizo e descargas elétricas frequentes.

A imagem mostra o avanço de chuva em uma cidade do Sul do País
Rio Grande do Sul em alerta: estado enfrenta período prolongado de tempo severo

 

A progressão do tempo severo

A instabilidade não ocorrerá de forma uniforme, apresentando uma evolução gradual:

  • Quinta-feira (16/07): O tempo vira entre o fim da tarde e a noite no oeste, na Campanha e na Região Central. Nestes locais, espera-se vento entre 60 e 80 km/h, além de potencial para granizo.

  • Sexta-feira (17/07): O alerta se expande para os Vales do Rio Pardo, Taquari e Sinos, além da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em Santa Maria, o vento norte pode atingir rajadas de 85 km/h antes mesmo da chegada da chuva. O risco de alagamentos urbanos é elevado devido à rapidez com que a chuva deve ocorrer.

  • Fim de semana (18 e 19/07): A frente fria avança pelo estado. No sábado, a atenção volta-se para o norte, Planalto e Missões. No domingo, o sistema concentra sua força sobre a metade norte e Serra gaúcha, com rajadas de vento que podem superar os 80 km/h.

Persistência e riscos acumulados

O fenômeno não deve se dissipar no domingo. A projeção técnica aponta que, na segunda-feira (20/07), as chuvas intensas devem persistir nas Missões, Planalto e norte do estado.

Fatores de risco técnico:

  • Bloqueio Atmosférico: Impede o deslocamento do sistema frontal, mantendo a instabilidade estagnada sobre o território gaúcho.

  • Jato de Baixos Níveis: Uma corrente de vento que transporta umidade e calor da Amazônia fornece a energia necessária para a renovação constante de nuvens carregadas (cumulonimbus).

  • Riscos estruturais: Devido à continuidade das precipitações, o perigo inicial de granizo e vento dá lugar ao risco de elevação rápida de córregos e inundações.

Recomendações à população

Dada a natureza prolongada e a intensidade do evento, a população deve manter-se informada através dos canais oficiais de defesa civil. A instabilidade continuará sendo monitorada, visto que a dinâmica da atmosfera pode alterar as áreas de maior volume de chuva e a trajetória exata das células de tempestade. É prudente evitar áreas alagáveis, garantir a segurança de estruturas metálicas ou árvores expostas a ventos fortes e ter atenção especial a cortes no fornecimento de energia.

Com informações da Climatempo.


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