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O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h24 do dia 21 de junho, e a primeira semana da estação já promete ser histórica. Uma grande e potente frente fria vai avançar pelo país, trazendo chuva e um declínio acentuado nas temperaturas.
Devido à sua força, extensão territorial e tempo de atuação, essa massa de ar polar está sendo classificada como a primeira grande onda de frio do inverno de 2026 (e a segunda do ano). Esta promete ser a massa de ar frio mais intensa a passar pelo Brasil até o momento.
Para que uma massa de ar seja considerada uma onda de frio, ela precisa cumprir critérios rigorosos de intensidade e abrangência. Os principais fatores para este evento são:
Grande abrangência: O ar polar vai impactar estados de quatro regiões do Brasil.
Queda térmica severa: Em várias cidades, as temperaturas mínimas devem ficar mais de 4°C abaixo da média climatológica para o mês de junho.
Persistência: O frio intenso vai continuar por vários dias consecutivos em uma ampla área do território nacional.
Período de atuação: A onda de frio deve atingir o Brasil com força total entre os dias 22 e 26 de junho.
O potencial de resfriamento desta massa polar é preocupante e deve trazer fenômenos típicos de inverno rigoroso:
Entre os dias 22 e 23 de junho, há possibilidade de neve nas áreas de maior altitude das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
As madrugadas dos dias 24, 25 e 26 de junho serão propícias para a formação de geada ampla e de intensidade moderada a forte nos três estados da Região Sul. O termômetro deve registrar temperaturas abaixo de 0°C não apenas no Sul, mas também em pontos isolados de Mato Grosso do Sul e de São Paulo.
O ar gelado vai avançar de forma abrangente, provocando temperaturas inferiores a 10°C no sul de Goiás, no Triângulo Mineiro, na Zona da Mata Mineira e no centro-sul do estado do Rio de Janeiro.
Antes do frio consolidar, a passagem da frente fria vai provocar instabilidade e volumes significativos de chuva em áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte da Região Norte.
Região Sul: A chuva mais pesada ocorre ao longo do dia 22 de junho.
Sudeste e Centro-Oeste: Entre 22 e 25 de junho, as áreas de instabilidade se expandem. Há risco de pancadas de chuva moderadas a fortes, acompanhadas de raios.
Cronograma da chuva: O sistema começa no dia 22 por São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Acre e extremo sul do Amazonas. Nos dias 23 e 24, a frente fria avança em direção a Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No dia 25, a chuva perde força no interior, embora o sistema alcance o Espírito Santo.
Acompanhe o cronograma da queda de temperatura dia a dia:
Segunda-feira (22 de junho): A noite será gelada na Região Sul e em Mato Grosso do Sul.
Terça-feira (23 de junho): O frio se intensifica no Sul e em MS. Ao longo do dia, as temperaturas despencam em São Paulo, Cuiabá, no oeste/sul de Mato Grosso, além do início dos ventos frios em Rondônia e no Acre.
Quarta-feira (24 de junho): Madrugada e manhã congelantes no Sul, com marcas negativas. O frio ganha força de SP até o centro-sul de MT e sul de RO. O declínio térmico começa a ser sentido também no Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Zona da Mata e no estado do Rio de Janeiro.
Quinta-feira (25 de junho): Dia de frio persistente no Sul, Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul/oeste de Mato Grosso.
Sexta-feira (26 de junho): A massa de ar polar começa a perder força e a se afastar do continente, permitindo uma gradual elevação das temperaturas.
Nota: As regiões de Brasília, Goiânia, o norte de Mato Grosso, o Espírito Santo e o leste/norte de Minas Gerais não sentirão o impacto direto desta onda de frio polar. Nessas áreas, haverá apenas um leve declínio na temperatura devido ao aumento da nebulosidade e das chuvas.
Com informações da Climatempo.
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