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Após um período de frio rigoroso e tempo estável causado por um centro de alta pressão, a Região Sul do Brasil se prepara para uma virada significativa nas condições meteorológicas a partir desta sexta-feira (10). A aproximação de um cavado de onda curta em médios níveis da atmosfera, aliada à formação de uma nova frente fria, romperá o bloqueio atmosférico, trazendo o retorno da nebulosidade e chuvas volumosas para o final de semana (11 e 12 de julho).
Até a quinta-feira (9), o cenário predominante é de tempo firme e ar seco. As madrugadas continuam geladas, com registro de temperaturas negativas em áreas de maior altitude no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mantendo o risco de geadas isoladas. No entanto, a baixa umidade do ar e a presença de sol permitem uma elevada amplitude térmica, com as temperaturas subindo consideravelmente durante as tardes.
A partir da sexta-feira (10), a configuração atmosférica muda. O avanço da frente fria, somado ao fluxo de umidade vindo da Amazônia, dará início às instabilidades pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Regiões afetadas: O centro-norte gaúcho e o oeste catarinense serão as áreas mais suscetíveis inicialmente.
Acumulados: A previsão técnica indica volumes pontuais que podem oscilar entre 40 mm e 50 mm, impulsionados pela convergência de umidade em baixos níveis.
O sábado (11) marca o ponto crítico do sistema, com a intensificação das chuvas. O Paraná passa a integrar a zona de maior atenção junto ao norte gaúcho e oeste catarinense.
As regiões que exigem maior monitoramento para o final de semana incluem:
Extremo norte do Rio Grande do Sul e Serra gaúcha;
Oeste de Santa Catarina;
Oeste, sudoeste e sul do Paraná.
Nessas localidades, a combinação de instabilidade termodinâmica e suporte dinâmico favorece a formação de nuvens carregadas (cumulonimbus), com risco de temporais isolados, rajadas de vento e queda de granizo. A previsão de chuva pode atingir 60 mm de forma localizada. No domingo (12), as precipitações seguem espalhadas pelos três estados, conforme o sistema frontal se desloca pela região.
Embora o potencial para chuva forte seja real, o monitoramento constante é recomendado, visto que os modelos meteorológicos ainda apresentam ajustes quanto à distribuição espacial e aos volumes exatos de precipitação. Recomenda-se que a população acompanhe as atualizações meteorológicas locais para planejar atividades ao ar livre com segurança.
Com informações da Climatempo.
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