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Frente fria e temporais no Sudeste: acumulados históricos e alerta máximo em SP, RJ e MG

Publicada por Thalyta Araújo em 06/10/2026
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O mês de outubro começou com um cenário de tempo severo e altamente instável na Região Sudeste do Brasil. Entre os dias 1° e 3º, a passagem de uma frente fria já havia elevado a nebulosidade e provocado chuvas volumosas, especialmente no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. No domingo (4), uma nova frente fria avançou sobre o estado de São Paulo, descarregando temporais que se espalharam rapidamente durante a noite em direção ao Sul de Minas, ao Triângulo Mineiro e ao extremo sul fluminense.

Nesta segunda e terça-feira (5 e 6 de outubro de 2026), esse sistema frontal se desloca de forma rápida, alcançando a região central do Rio de Janeiro. Embora a projeção indique que o eixo principal da frente não avance com força total até o Espírito Santo ou para o norte e o leste mineiro, a combinação de calor persistente e elevada disponibilidade de umidade no ar ainda mantém a atmosfera instável e favorece pancadas isoladas nessas áreas.

 

a imagem mostra o avanço de chuva intensa em áreas de Vitória e Vila Velha
Temporais no Sudeste: acumulados extremos em SP, RJ e MG

 

SP, RJ e MG em alerta para temporais e volumes extremos

A situação meteorológica continua exigindo atenção redobrada neste início de semana. O alerta para fortes pancadas de chuva e temporais isolados abrange diretamente:

 - Minas Gerais: Centro, oeste e sul do estado, com forte destaque para a região metropolitana de Belo Horizonte.

 - Rio de Janeiro: Região centro-sul fluminense e áreas metropolitanas.

 - São Paulo: Todas as regiões do interior, litoral e a Região Metropolitana de São Paulo.

Em contrapartida, a região da grande Vitória ganha uma trégua temporária, sem expectativa de retorno de chuvas expressivas pelo menos até quarta-feira (7 de outubro), após o impacto severo dos dias anteriores.

Balanço oficial: volumes históricos de chuva nos primeiros dias de outubro

As medições consolidadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) revelam acumulados impressionantes que, em alguns casos, já superam a média esperada para o mês inteiro:

Espírito Santo (Volumes extremos no acumulado)

 > Vitória: A capital capixaba registrou um acumulado de 108,8 mm apenas entre 9h do dia 3 e 9h do dia 4 de outubro, marca que praticamente iguala a média climatológica normal para todo o mês de outubro (em torno de 124 mm). Somando os temporais anteriores, o total nos primeiros quatro dias do mês já atinge 130 mm.

 > Interior e região metropolitana: O CEMADEN contabilizou marcas expressivas como 93,5 mm em Vila Velha, 89,1 mm na Serra e 51,4 mm em Guarapari.

Minas Gerais (Chuva generalizada e registros críticos)

 > Belo Horizonte: A principal estação do INMET (Santo Agostinho) registrou entre 30 mm e quase 75 mm acumulados nas 48 horas antecedentes ao dia 4. Desde o dia 1°, o total na capital mineira já alcança 45,5 mm (quase metade da média climatológica de 110 mm para outubro).

 > Interior mineiro: O CEMADEN registrou acumulados extraordinários em 24 horas que superaram a marca de 130 mm em localidades como Goiabeira (147,4 mm) e Dom Silvério (91,2 mm).

Rio de Janeiro (Bairros da capital superam os 100 mm)

 > Capital fluminense: Dados do Sistema Alerta Rio mostram que, em apenas quatro dias, diversos bairros já ultrapassaram a barreira de 100 mm acumulados. Os maiores volumes registraram-se na Rocinha (163,4 mm), Jardim Botânico (132,8 mm), Barra/Barrinha (127,2 mm), Alto da Boa Vista (107,6 mm) e Laranjeiras (107,8 mm). Na Zona Oeste, a Vila Militar acumulou 89 mm até a manhã do dia 4.

 > Interior do RJ: O CEMADEN destacou tempestades severas com acumulados expressivos em 48 horas, como Casimiro de Abreu (165,2 mm), Conceição de Macabu (132,8 mm), Carapebus (114,6 mm), Petrópolis (108,2 mm), Campos dos Goytacazes (101,4 mm) e Magé (100,1 mm).

Com informações da Climatempo.


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