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El Niño 2026: Previsões de calor extremo e mudanças no padrão de chuvas no Brasil

Publicada por Thalyta Araújo em 15/04/2026
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De acordo com a atualização mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), publicada em 13 de abril de 2026, o fenômeno La Niña foi oficialmente encerrado. No momento, o Oceano Pacífico Equatorial encontra-se em estado de neutralidade climática, o que significa que o acoplamento entre os padrões de vento, as taxas de precipitação e a temperatura da água ainda não apresenta as características necessárias para configurar um novo episódio de El Niño.

A imagem mostra o entardecer em Divinópolis
El Niño 2026: Previsões de calor extremo e mudanças no padrão de chuvas no Brasil

A transição começou a ser observada logo no início de 2026, quando o resfriamento das águas perdeu força em grande parte da bacia do Pacífico. A partir de fevereiro, as temperaturas da superfície do mar começaram a subir acima da média no extremo leste, e esse aquecimento vem avançando da costa do Peru em direção à região central desde o mês de março.

Nas últimas quatro semanas, o monitoramento mostrou um cenário heterogêneo: as porções centro-leste e o extremo oeste registraram temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da normalidade, enquanto as áreas próximas à Linha Internacional de Data e à costa sul-americana apresentaram aquecimento. Os índices térmicos mais recentes refletem essa transição: enquanto a região Niño 3.4 (central) registrou uma anomalia negativa de -0,3ºC e a região Niño 3 marcou -0,2ºC, as extremidades mostraram sinais de elevação, com o Niño 4 em 0,2ºC e um aquecimento mais expressivo na região Niño 1+2, que atingiu 1,0ºC.

Quando o fenômeno deve começar?

Embora o cenário em meados de abril de 2026 seja de neutralidade, com as temperaturas da superfície do mar próximas ou abaixo da média nas regiões central e leste do Pacífico, a transição está próxima.

A NOAA estima uma probabilidade de 80% de que essa neutralidade se mantenha até junho de 2026. No entanto, a partir do trimestre entre maio e julho, as chances de o El Niño se consolidar sobem para 61%, com tendência de persistência até o final do ano.

Qual será a força do El Niño 2026/2027?

Apesar do consenso entre os principais centros meteorológicos globais de que o fenômeno influenciará o clima no segundo semestre de 2026, sua intensidade ainda gera incertezas.

De acordo com o boletim oficial de 13 de abril de 2026, as projeções para o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 indicam um cenário bastante dividido. A NOAA aponta probabilidades equivalentes (cerca de 25% cada) para três categorias de força:

  • Muito Forte

  • Forte

  • Moderado

Em contrapartida, a chance de o oceano permanecer em estado de neutralidade nesse período é considerada remota, com uma probabilidade de apenas 1 em cada 10.

Resumo das probabilidades (Fim de 2026)

Intensidade Prevista

Probabilidade

El Niño (Moderado a Muito Forte)

~75% (soma das categorias)

Neutralidade

~10%

La Niña

Desprezível

Perspectivas para o El Niño 2026 no Brasil

De acordo com a avaliação, o El Niño de 2026 possui potencial para atingir uma intensidade forte a muito forte, assemelhando-se ao fenômeno registrado em 2023. As projeções indicam que o fenômeno influenciará o clima brasileiro durante o inverno, a primavera e parte do verão de 2027.

Um dos pontos de maior atenção é o Sul do Brasil, especialmente durante a primavera. Historicamente, o El Niño potencializa as chuvas nessa região, aumentando o risco de eventos intensos e extremos em uma estação que já é naturalmente chuvosa.

Entendendo o índice RONI (Relative Oceanic Niño Index)

Desde fevereiro de 2026, o Centro de Previsão Climática da NOAA passou a utilizar o RONI (Índice Niño Oceânico Relativo) como o novo padrão para medir a temperatura do Pacífico Equatorial, substituindo o antigo ONI.

O RONI busca situar as variações térmicas atuais em uma perspectiva histórica mais precisa. Ele calcula o desvio da temperatura na região Niño 3.4, subtraindo o desvio da temperatura média de toda a faixa tropical. Esse cálculo é suavizado por uma média móvel de três meses.

Classificação técnica:

Para definir a presença de um fenômeno, o índice utiliza os seguintes parâmetros:

 - El Niño: RONI positivo, igual ou superior a +0,5°C.

 - La Niña: RONI negativo, igual ou inferior a -0,5°C.

 - Neutralidade: Valores entre -0,5°C e +0,5°C.

Critério de Confirmação: Para que um episódio seja oficialmente classificado como El Niño ou La Niña, esses valores devem ser mantidos por pelo menos 5 trimestres móveis consecutivos, acompanhados de mudanças consistentes na atmosfera e previsão de persistência para os meses seguintes.

Situação atual do índice

Embora o El Niño seja esperado para o segundo semestre, os dados retroativos ainda refletem o período anterior:

 - RONI (Jan-Mar/2026): -0,7°C (indicando o final da influência do La Niña).

 - Status Recente: O monitoramento histórico (de 2014 até fevereiro de 2026) utiliza cores para facilitar a identificação: vermelho para El Niño, azul para La Niña e cinza para neutralidade.

A mudança do índice para valores positivos nos próximos meses confirmará a transição para o aquecimento previsto pelo NOAA.

Os impactos do El Niño no Brasil e a dinâmica do Pacífico

O fenômeno El Niño é conhecido por alterar drasticamente o regime de chuvas e as temperaturas no território brasileiro. Com a previsão de um evento forte para o segundo semestre de 2026, os riscos se tornam mais acentuados em diversas frentes.

Efeitos regionais e climáticos

Historicamente, o El Niño impõe padrões opostos entre o norte e o sul do país:

  • Sul: Observa-se um aumento significativo no volume e na frequência das chuvas, especialmente no Rio Grande do Sul. O risco de eventos extremos é maior durante a primavera e o verão.

  • Norte e Nordeste: O fenômeno costuma reduzir as precipitações, agravando períodos de seca nestas regiões.

  • Sudeste e Centro-Oeste: O impacto principal é a irregularidade das chuvas durante o verão e a primavera, além do aumento das temperaturas médias, com períodos prolongados de calor intenso.

O alerta para ondas de calor

Uma das maiores preocupações para o final de 2026 é a maior frequência de ondas de calor. Embora possam ocorrer em qualquer época, seus efeitos são mais severos na primavera e no verão, quando as temperaturas já estão naturalmente elevadas.

Consequências diretas para a sociedade:

- Saúde Pública: Aumento de doenças relacionadas ao calor e à baixa umidade, afetando principalmente idosos e crianças.

- Energia: Alta no consumo de eletricidade devido ao uso intensivo de sistemas de refrigeração.

- Agricultura e Meio Ambiente: Risco de atraso no período úmido do Sudeste/Centro-Oeste e maior probabilidade de incêndios florestais na primavera.

Resumo dos prováveis efeitos no Brasil (2º Semestre de 2026)

- Chuvas: Excesso no Sul e escassez/atraso no Norte e Centro-Leste.

- Temperatura: Múltiplas ondas de calor e dias com umidade do ar criticamente baixa.

- Fogo: Risco elevado de alastramento de focos de queimadas.

A dinâmica do Pacífico: Os três modos

O Oceano Pacífico Equatorial opera em um ciclo de interação entre o mar e a atmosfera, dividindo-se em três estados possíveis:

  1. El Niño: Aquecimento das águas na costa do Peru e porção central.

  2. La Niña: Resfriamento dessas mesmas águas (o oposto do El Niño).

  3. Neutralidade: Quando os indicadores não atendem aos critérios de nenhum dos dois fenômenos.

Para a confirmação de um desses modos, não basta apenas a variação da temperatura da água (TSM); é necessário que a atmosfera responda a essa mudança, alterando os padrões de ventos e pressão de forma consistente.

A classificação do estado climático do Oceano Pacífico Equatorial baseia-se no monitoramento da temperatura da superfície do mar, especialmente na região Niño 3.4. Para que um cenário seja definido tecnicamente, é necessário observar desvios térmicos específicos e sua persistência ao longo do tempo.

O Modo El Niño é identificado quando ocorre um aquecimento das águas de pelo menos 0,5°C acima da média normal. Essa condição deve se manter por, no mínimo, três trimestres consecutivos, acompanhada de uma previsão de continuidade para os meses subsequentes. Inversamente, o Modo La Niña caracteriza-se pelo resfriamento das águas, ocorrendo quando as temperaturas ficam pelo menos 0,5°C abaixo da média histórica durante o mesmo período de três trimestres, também com perspectiva de permanência.

Por fim, o Modo Neutro é estabelecido quando o oceano não apresenta nenhum desses dois extremos. Nessa situação, as temperaturas na região central e leste do Pacífico permanecem próximas à média ou não sustentam os desvios necessários para a configuração oficial de um episódio de El Niño ou La Niña.

Com informações da Climatempo.


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