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A formação de uma frente fria e o deslocamento de um forte ciclone extratropical colocam amplas áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil em alerta máximo neste sábado, 8 de novembro de 2025, devido ao risco de ventania e temporais.Há alerta para a possibilidade de rajadas de vento classificadas como fortes, muito fortes e extremamente fortes.
O centro do ciclone estava no litoral de Santa Catarina na madrugada e, durante o dia, ele se desloca sobre o oceano em direção à costa de São Paulo e do Rio de Janeiro. No domingo, ele se afasta em alto mar.
O principal perigo são as rajadas de vento, que em certas áreas, especialmente no extremo sul e litoral de São Paulo, podem superar 100 km/h.
Rajadas de 81 a 100 km/h (Roxo): Incluem grande parte do litoral do Sul (RS, SC, PR), praticamente todo o estado de São Paulo, Sul de Minas Gerais e vasta área do Rio de Janeiro.
Rajadas de até 80 km/h (Vermelho): Afetam o leste do Sul (incluindo Porto Alegre e Curitiba), regiões do Triângulo Mineiro, centro e leste de Minas Gerais (incluindo Belo Horizonte), litoral norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e partes do Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso).
É importante notar que nuvens intensas (cumulonimbus) se espalham pelo Sudeste e Centro-Oeste e, em casos isolados, podem gerar fenômenos severos como tornados ou micro/macro explosões, causando ventania destrutiva.
A Escala Beaufort é um sistema internacional criado por Francis Beaufort (Capitão e hidrógrafo da Marinha Real Britânica) que associa a velocidade do vento aos seus efeitos observáveis na superfície do mar (originalmente) e em veleiros. Posteriormente, essa escala foi adaptada para corresponder aos efeitos e danos causados na superfície terrestre.
A ventania do ciclone tem potencial para causar estragos significativos, como danos a estruturas (quiosques, edificações) e a embarcações de pequeno e médio porte. Marinas e portos em todo o litoral afetado devem ter atenção redobrada com a amarração de embarcações.
> Litoral Central/Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina:
Período Crítico: Madrugada e Manhã de Sábado (8/11).
Intensidade: Em torno de 100 km/h.
Observação: Risco máximo. O vento enfraquece rapidamente no litoral gaúcho após a manhã.
> Litoral de Santa Catarina, Costa Norte Catarinense e Litoral do Paraná:
Período Crítico: Tarde e Noite de Sábado (8/11).
Intensidade: 80 km/h a 100 km/h.
Observação: A ventania perigosa persiste e avança por estas áreas.
Litoral de São Paulo:
Período Crítico: Sábado (8/11).
Intensidade: Pode superar 100 km/h.
Impacto: Transtornos esperados, como a interrupção do transporte de balsas na Baixada Santista e no canal de São Sebastião.
> Litoral do Rio de Janeiro:
Período Crítico: Sábado (8/11) e Madrugada de Domingo (9/11).
Intensidade: Até 90 km/h.
Observação: Alerta para o litoral sul e região do Grande Rio.
> Costa do Espírito Santo (Sábado, 8/11):
Intensidade: 50 km/h a 70 km/h (Direção Norte/Nordeste).
Observação: Intensificação do vento.
Costa do Espírito Santo (Domingo, 9/11):
Intensidade: Cerca de 70 km/h (Direção Sul/Sudoeste).
Observação: Rajadas persistentes com mudança na direção do vento.
O final de semana de 8 e 9 de novembro será marcado por mar bastante agitado e risco de ressaca em toda a costa do Sul e do Sudeste do Brasil.
A Marinha do Brasil emitiu avisos de ressaca, prevendo ondas que podem variar entre 2,5 metros e 3,5 metros.
O risco de ressaca abrange o período de 12h00 de sábado (8 de novembro) até 21h00 de domingo (9 de novembro) (Horário de Brasília), estendendo-se desde Rio Grande (RS) até Armação de Búzios (RJ).
Frentes frias e ciclones extratropicais são sistemas meteorológicos comuns na América do Sul, com dezenas deles passando pelo sul do continente (Argentina e Chile) mensalmente. Desses, apenas 5 a 7 sistemas em média chegam ao Brasil por mês, geralmente originados na Antártida e com ciclones se deslocando em alto-mar.
O sistema que atuou entre 7 e 8 de novembro de 2025 foi considerado especial e perigoso por sua forte intensidade e por sua formação ter ocorrido, atipicamente, entre o Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Um ciclone extratropical está associado a uma baixa pressão atmosférica. A intensidade do ciclone está diretamente ligada à profundidade dessa baixa pressão: quanto mais baixa a pressão, mais fortes os ventos gerados.
A pressão atmosférica no centro da baixa deste ciclone atingiu menos de 1000 hectopascais (hPa). Tecnicamente, pressões abaixo desse patamar são classificadas como de forte intensidade, o que caracteriza uma situação perigosa. Essa baixa pressão intensa não só facilita o desenvolvimento de nuvens muito carregadas, com potencial para tempestades, mas também cria um grande contraste de pressão atmosférica, o que acelera o movimento do ar e gera as fortes rajadas de vento observadas.
Fiquem atentos as atualizações no decorrer dos próximos dias.
Com informações da Climatempo.
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