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O interior do Brasil se prepara para um período de calor intenso e atípico para o mês de agosto. Impulsionado por uma massa de ar seco e quente associada a um forte sistema de alta pressão, o país registra a expansão de temperaturas elevadas que atingem estados de todas as regiões brasileiras.
O fenômeno, previsto para ocorrer entre 12 e 19 de agosto de 2026, configura o terceiro veranico deste inverno, destacando-se por abranger uma área maior e apresentar uma duração superior aos episódios anteriores registrados em julho e nos primeiros dias de agosto.
A área de abrangência do fenômeno engloba trechos expressivos do território nacional:
Região Sul: Norte e Noroeste do Paraná (com o calor intenso iniciando a partir de 16 de agosto).
Região Sudeste: Grande São Paulo e interior paulista, Sul de Minas Gerais e o eixo oeste mineiro (entre o Triângulo Mineiro e o Noroeste de MG).
Região Centro-Oeste: Todas as áreas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Região Nordeste: Oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão.
Região Norte: Tocantins, sul do Pará, sul do Maranhão e Rondônia.
Meteorologistas diferenciam este episódio de uma onda de calor rigorosa com base em critérios técnicos estritos da atmosfera:
O que define o veranico: Trata-se de um período de pelo menos 5 dias consecutivos de tempo firme, com tardes quentes e temperaturas máximas ficando de 3°C a 5°C acima da média histórica para o mês. Contudo, mantém a característica típica de inverno nas madrugadas, que continuam relativamente frescas.
Por que não é uma onda de calor? Para que o evento seja classificado como onda de calor, exige-se que as temperaturas fiquem persistentemente 5°C acima da média durante 5 dias seguidos, incluindo o calor também no período noturno, o que eleva exponencialmente os riscos à saúde humana por impedir o resfriamento natural do corpo. Durante este veranico de agosto, as noites seguirão amenas e os desvios extremos de 5°C ocorrerão de forma pontual (apenas por dois ou três dias em locais isolados).
As marcas nos termômetros serão comparáveis aos meses mais quentes do ano em plenas áreas do inverno brasileiro.
Valores entre 40°C e 42°C: Esperados para o norte de Mato Grosso (região de Cuiabá), Goiás, Tocantins (incluindo Palmas), sul do Pará, sul do Maranhão e do Piauí.
Valores entre 36°C e 39°C: Previstos para Mato Grosso do Sul, centro-oeste e norte de São Paulo, oeste de Minas Gerais, oeste da Bahia, Rondônia e sul do Amazonas.
Norte e Noroeste do Paraná: Entre os dias 16 e 19 de agosto, as máximas oscilarão de 34°C a 37°C.
O calor extremo eleva a probabilidade de quebra de recordes de temperatura máxima do ano em diversas capitais, como Cuiabá, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Palmas, Porto Velho e Teresina.
A principal causa desse cenário é a circulação de ventos na América do Sul que bloqueia o avanço do ar frio de origem polar rumo ao interior do país. As frentes frias previstas para passar pela costa do Sudeste durante o período atuarão de forma oceânica e fraca, sem conseguir romper o bloqueio.
Simultaneamente, um robusto sistema de alta pressão inibirá a formação de nuvens, garantindo muitas horas de forte insolação e secando a atmosfera. Em contrapartida, a umidade ficará concentrada no extremo sul do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraguai e norte da Argentina), gerando chuvas frequentes apenas naquela parte do continente.
Com informações da Climatempo.
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