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Bloqueio atmosférico e oceanos aquecidos: Brasil terá maio de calor histórico e chuvas irregulares?

Publicada por Thalyta Araújo em 29/04/2026
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O cenário meteorológico para o mês de maio de 2026 desenha um panorama de fortes contrastes para o Brasil, impulsionado por um fenômeno de águas aquecidas que envolve quase toda a América do Sul, tanto o Oceano Pacífico, em uma faixa que se estende do Equador até o Chile quanto o Oceano Atlântico, na costa brasileira, apresentam temperaturas acima da média, o que altera diretamente a dinâmica da atmosfera sobre o continente.

A imagem mostra o avanço de chuva intensa em uma determinada região
Bloqueio atmosférico e oceanos aquecidos: Brasil terá maio de calor histórico e chuvas irregulares

 

O mecanismo de bloqueio e o confinamento do frio

Este aquecimento oceânico atua como um combustível para a formação e manutenção de um sistema de alta pressão atmosférica estacionado sobre o interior do país. Na prática, este sistema funciona como uma barreira invisível, conhecida como bloqueio atmosférico, que desvia a trajetória natural das massas de ar polar.

  • Retenção no Sul: O ar frio de origem polar, que normalmente avançaria pelo país nesta época do ano, ficará "represado" sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Embora várias frentes frias consigam atravessar esses estados, poucas terão força para romper o bloqueio e chegar a São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais ou Goiás.

  • Instabilidade costeira e no Norte: Enquanto o interior seca, a periferia do sistema de alta pressão gera ventos marítimos mais intensos na costa leste do Nordeste. Somado a isso, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) permanece ativa no extremo norte, garantindo chuvas frequentes em parte do Norte e do Nordeste.

Anomalias de temperatura: Calor acima da média

A previsão para maio aponta temperaturas que devem ficar acima da média climatológica em quase todo o território nacional. No entanto, o fenômeno do bloqueio intensifica o calor de forma crítica em uma área que abrange o coração do Brasil:

  • O "Núcleo de Calor": As regiões em vermelho escuro no mapa de previsão indicam temperaturas muito acima do normal. Este núcleo compreende o centro, oeste e norte de São Paulo, o Triângulo Mineiro, o centro-oeste de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, além da maior parte de Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso, Tocantins e Bahia.

  • Exceção ao Calor: O extremo norte do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte e norte do Piauí) será a única região a terminar o mês com marcas térmicas ligeiramente abaixo da média, beneficiada pela nebulosidade e chuvas constantes.

O mapa mostras o comportamento da temperatura no decorrer do mês de Maio
Projeção de Temperatura: Mapa mostra as variações térmicas esperadas para maio; destaque para o calor intenso no Brasil Central. (Crédito: Climatempo)

 

Distribuição da chuva: Onde o tempo seca e onde molha

Maio de 2026 consolidará a redução da umidade na maior parte do país, típica do início do período seco, mas com anomalias importantes:

  1. Chuva Acima da Média:

- Extremo Sul: O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul/leste do Paraná recebem volumes maiores devido à passagem constante de frentes frias que não conseguem subir.

- Faixa Norte e Nordeste: Amapá, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e leste de Pernambuco terão um mês mais úmido que o habitual.

  1. Seca Acentuada (Chuva Abaixo da Média):

O déficit hídrico será mais sentido em Roraima, Pará, na maior parte do Amazonas, norte de Rondônia e de Mato Grosso, além do centro-oeste do Tocantins. Nestas áreas, a ausência de umidade pode acentuar os riscos de queimadas e baixar os níveis dos reservatórios precocemente.

O mapa mostra o comportamento de precipitações no decorrer do mês de Maio
Mapa de anomalia de precipitação para o mês de maio de 2026. Os tons de verde indicam chuvas acima da média, enquanto as áreas em marrom sinalizam déficit hídrico. (Fonte: Climatempo)

 

Este padrão climático exige atenção especial para os setores de energia e agricultura, uma vez que o calor excessivo no Sudeste e Centro-Oeste, combinado com a falta de chuva no Norte, pode impactar tanto o consumo elétrico quanto o desenvolvimento das culturas de inverno.

Com informações da Climatempo. 


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