Notícias

Home

Notícias

Alerta climático: El Niño de 2026 avança e pode atingir intensidade máxima no segundo semestre

Publicada por Thalyta Araújo em 23/05/2026
Tags:

O fenômeno El Niño está prestes a começar oficialmente, com previsão de início para o mês de junho de 2026. Os dados de monitoramento da temperatura do Oceano Pacífico Equatorial indicam que não há dúvidas sobre sua formação e, mais do que isso, os modelos meteorológicos apontam para a possibilidade de um El Niño forte ou até mesmo extremo. Entenda abaixo o que é esse fenômeno, por que ele gera tanta preocupação e quais serão os seus impactos no Brasil.

A imagem mostra as projeções para El Niño 2026
El Niño: Imagem da NASA mostra aquecimento histórico no Pacífico em 2023 Legenda: A mancha vermelha ao redor da linha do Equador indica temperaturas acima da média no Oceano Pacífico Equatorial, marca registrada do fenômeno El Niño. O registro foi feito entre 1 e 10 de junho de 2023. (Foto: NASA)

 

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno oceânico atmosférico caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial (na região que vai da costa do Peru até a parte central do oceano).

Esse calor acumulado no mar é transferido para a atmosfera por meses seguidos, alterando o padrão dos ventos e da pressão atmosférica em escala planetária. Como resultado, a distribuição de chuvas e as temperaturas mudam drasticamente em diversas partes do mundo.

O El Niño de 2026: Intensidade e previsões

Em meados de maio de 2026, a temperatura da superfície do mar na região central do Pacífico (conhecida como Niño 3.4) atingiu 0,5°C acima da média a marca mínima para configurar o fenômeno. A expectativa é que esse aquecimento se intensifique rapidamente.

- Projeção até setembro de 2026: Os mapas de previsão indicam que a água na região central e leste do Pacífico continuará esquentando.

- Risco de El Niño Extremo: Há indicativos de que as temperaturas da superfície do mar possam superar os 2°C acima da média normal (representado por tons de vermelho-escuro nos mapas de monitoramento), o que acende o alerta para um episódio de forte intensidade.

Como o El Niño afeta o clima global e o Brasil?

Por ter impacto global, o El Niño altera o regime de chuvas e temperaturas de forma distinta ao redor do mundo. Enquanto beneficia regiões secas como a Califórnia (EUA) com mais precipitação, ele provoca secas severas no sul da África, na Índia e em parte da Austrália. No Brasil, os efeitos clássicos do fenômeno tendem a ser potencializados caso a intensidade extrema se confirme:

Impactos Globais do El Niño: Junho a Setembro
Principais anomalias climáticas esperadas no planeta durante os meses de inverno do Hemisfério Sul. (Fonte: Climatempo/NOAA)

 

 

Impactos Globais do El Niño: Dezembro a Março
Principais anomalias climáticas esperadas no planeta durante os meses de verão do Hemisfério Sul. (Fonte: Climatempo/NOAA)

 

Região Sul

- Impacto: Aumento significativo das chuvas.

- Consequências: Maior risco de tempestades, enchentes e volumes de precipitação muito acima da média histórica.

Regiões Amazônica e Nordeste

- Impacto: Redução severa das chuvas.

- Consequências: Alto risco de secas prolongadas, estiagem e diminuição do nível dos rios.

Temperaturas no país

- Impacto: Elevação generalizada das temperaturas.

- Consequências: Aumento expressivo no risco de ondas de calor, especialmente durante a primavera.

Previsão de Anomalia Térmica no Pacífico (Junho–Setembro/2026)
Projeção da variação da temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial para o segundo quadrimestre de 2026. (Fonte: Modelo CFSv2 – EUA)

 

A projeção atual indica que o aquecimento das águas poderá cobrir uma vasta área até setembro de 2026, estendendo-se desde a costa do Peru até o centro do Pacífico Equatorial. Esse cenário sinaliza a possibilidade de um El Niño muito forte, embora o panorama ainda possa sofrer ajustes ao longo dos próximos meses.

O El Niño de 2026 será forte ou muito forte?

Monitores meteorológicos apontam há meses que o fenômeno de 2026 terá, no mínimo, forte intensidade. A grande questão atual é se ele evoluirá para a categoria de "muito forte" ou até mesmo de um "super El Niño".

Ao analisar os dados de probabilidade compilados nos últimos três meses, nota-se uma tendência clara:

- A chance de um evento moderado está diminuindo.

- A probabilidade de um El Niño forte cresce até setembro (início da primavera).

- A chance de um El Niño muito forte (com temperaturas no Pacífico igual ou superiores a 2°C acima da média) segue em constante aumento.

Alerta Climático: Risco de El Niño Forte Aumenta para a Primavera de 2026
Projeções oficiais da NOAA apontam para uma rápida intensificação do fenômeno nos próximos meses, com potencial para atingir categorias de forte a muito forte.

Nota importante: Cada evento é único. Embora os dados apontem para uma grande intensidade, os impactos não serão obrigatoriamente idênticos aos dos superbiênios de 2015/2016 e 2023/2024. Previsões exatas sobre quais municípios ou áreas específicas sofrerão mais com secas, incêndios ou enchentes só podem ser feitas em curto e médio prazo.

O que já é uma certeza?

Está confirmado que o clima global e o do Brasil serão profundamente afetados por um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026. Entre os impactos praticamente certos para o país, destacam-se:

- Região Sul: Risco muito elevado de tempestades frequentes a partir do inverno, intensificando-se drasticamente durante a primavera de 2026.

- Temperaturas Elevadas: Aumento expressivo no número de dias com calor extremo na maior parte do Brasil, especialmente durante a primavera e o verão.

- Norte e Nordeste: O impacto da redução de chuvas nessas regiões começará a ser sentido de forma mais severa no próximo verão (já que a primavera é naturalmente um período mais seco por lá).

O que ainda é incerto?

- A categoria de "Super El Niño": Embora a intensidade forte seja uma realidade, ainda não é possível cravar se o aquecimento no Pacífico atingirá os patamares históricos de um evento extremo.

- O fator "Oceanos Quentes": Existe uma preocupação global pelo fato de outros oceanos do planeta também estarem registrando temperaturas acima da média. Esse excesso de energia térmica acumulada nas águas, somado ao El Niño, cria um cenário imprevisível que potencializa o risco de eventos meteorológicos extremos ao redor do mundo ao longo de todo o ano de 2026.

As condições oceânicas e o desenvolvimento do fenômeno continuam sendo monitorados de perto para que os alertas e previsões sejam atualizados conforme o avanço dos meses.

Com informações da Climatempo.

Você sabe o que é um meteoro?
Até o fim de 2100, incêndios florestais podem aumentar 50%
Você sabia que há três tipos de ciclones? Você acha que é incomum ciclones no Brasil?


AO VIVO:

Veja mais de 240 câmeras em todo o Brasil


Veja mais:

Últimas cidades ativadas
Últimos meteoros registrados


YouTube

No nosso canal do YouTube você pode conferir vídeos exclusivos de meteoros, tempestades, pancadas de chuvas, nuvens raras, dentre muitos outros fenômenos e eventos naturais e/ou extremos. Inscreva-se e recebe nosso conteúdo exclusivo. 

Clique aqui e acesse nosso canal 



Seu período de teste Premium terminou

Seu período de teste Premium terminou

Seu período de teste Premium terminou

Seu período de teste Premium terminou

Seu período de teste Premium terminou

Explore

NotíciasVídeosComunidade

Câmeras Ao Vivo

© 2026 Clima Ao Vivo.
Todos os direitos reservados. Startup apoiada pela FCJ Participações S.A