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O primeiro fim de semana de julho (04 e 05/07) será marcado por uma nítida divisão meteorológica no Brasil. Enquanto o Sul vivencia o frio intenso com formação de geadas, o Centro-Oeste e o interior do Nordeste enfrentam níveis críticos de umidade relativa do ar. Em paralelo, a faixa litorânea do Nordeste e partes da Região Norte lidam com o alerta de temporais e chuvas volumosas.
A atuação de uma massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão garante o predomínio de tempo firme na maior parte da Região Sul. O amanhecer promete temperaturas baixas com formação de geada em áreas estratégicas do Rio Grande do Sul (incluindo a região central) e extensas faixas de Santa Catarina e do extremo sul do Paraná.
A partir do domingo (05/07), a aproximação de um vórtice ciclônico em altos níveis aumenta a nebulosidade, com previsão de chuvas isoladas no Rio Grande do Sul, enquanto as geadas se concentram nas áreas serranas. O mar permanece agitado em toda a costa, exigindo atenção de navegantes.
A passagem de uma frente fria pelo litoral sustenta a instabilidade entre a Baixada Santista, o litoral do Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Nestas áreas, a previsão é de chuva de intensidade moderada, com risco de momentos pontuais mais fortes.
No domingo, o cenário melhora gradativamente com o predomínio do sol, embora a nebulosidade persista na Zona da Mata mineira e no leste de Minas Gerais. O Triângulo Mineiro e o norte paulista seguem sob alerta para baixa umidade, com índices variando entre 20% e 30%.
No Nordeste, a influência dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs) mantém o alerta ligado para o litoral, com risco de temporais e alagamentos de Natal a Fortaleza. Por outro lado, o interior da região, especialmente no centro-oeste da Bahia e metade sul do Maranhão e Piauí, enfrenta o tempo seco, com níveis de umidade crítica (entre 12% e 20%).
Na Região Norte, o cenário é semelhante: o extremo norte (Roraima, Amapá e norte do Pará) concentra pancadas de chuva forte e temporais devido à Zona de Convergência Intertropical. Já estados como Rondônia, Acre e Tocantins seguem sob o domínio de ar seco, com temperaturas elevadas à tarde e baixa umidade.
A massa de ar seco domina a Região Centro-Oeste, impedindo a formação de nuvens de chuva. Com a umidade relativa do ar atingindo níveis alarmantes, entre 12% e 20% em partes de Goiás e Mato Grosso, o risco de queimadas aumenta significativamente. A recomendação para a população dessas áreas é a hidratação constante e a atenção redobrada com a qualidade do ar.
Com informações da Climatempo.
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